sexta-feira, 3 de abril de 2009

Show no Café Piu Piu dia 1º de Abril

Os mamelucO




Huguêra




Peu Pereira




Os mamelucO



Rafael Franja



Huguêra



Participação especial de Juh Vieira



Peu Pereira



Paula da Paz



Os mamelucO



Os mamelucO



Os mamelucO e Zinho Trindade - participação especial



Gunnar Vargas, Rafael Franja e Juh Vieira




Juh Vieira - participação especial



Claudinho Oliveira



Peu Pereira



Gunnar Vargas e Rafael Franja



Paula da Paz



Gunnar Vargas e Paula da Paz



Huguêra



Gunnar Vargas



Peu Pereira



Claudinho Oliveira



Dan!





Fotos: Renato Dias (Kabelo)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Show no Café Piu Piu dia 1º de Abril



Dia 1º de abril de 2009, quarta, às 21h, no Café Piu Piu, em São Paulo, a banda Os mamelucO se apresenta com seu show “Vira Lata”.

A palavra mameluco significa primeiro ser híbrido brasileiro, filho do europeu colonizador com a indígena, primeiro bastardo sem berço, que reflete sobre mais de uma origem. Como o nome sugere, Os mamelucO é toda mistura que se pode ter na música brasileira. O repertório do show Vira Lata varia do samba ao blues, do côco ao choro, criando uma música autêntica, genuinamente brasileira.

Esse show Vira Lata marca o processo da banda de construção do CD homônimo a ser lançado ainda em 2009: os rapazes têm quatro músicas gravadas no Studio Mr. Sound com os engenheiros de som Marcello Pompeu e Heros Trench, disponíveis no www.myspace.com/osmameluco, e preparam-se para entrar em estúdio para gravar esse primeiro CD.

Com Huguêra no violão, voz e cavaquinho, Gunnar Vargas no violão e voz, Peu na gaita, Cláudio Oliveira no baixo, Dan! na bateria, Paula da Paz na voz e Rafael Franja na percussão, Os mamelucO reativa uma saudade gostosa de música boa que se fazia no Brasil de Jackson do Pandeiro, de Noel Rosa, de Adoniran Barbosa, uma música simples, direta e profunda, unindo sutileza, beleza e sátira do cotidiano em suas letras.

A banda esteve recentemente em shows na Galeria Olido e no próprio café Piu Piu, onde obteve grande sucesso de público, o que os fez voltarem ao palco no mês de abril.

Roteiro do show

O show é composto por composições de Huguêra e Gunnar Vargas, no repertório estão: Vestido Preto, Alone, Vira Lata, A Vida É... A Luta É... Promessa de Paz, Vai Me Procurar, Navalha, entre outras. Para Ouvir: www.myspace.com/osmameluco

Integrantes

Huguêra - Compositor, cantor, violonista, baixista, percussionista e cronista. Estudou contrabaixo com Itamar Colaço na ULM Tom Jobim, e violão com Valter Freire e Ciro Visconti no Instituto Souza Lima de Música. Integrou as bandas S.E.O., João Bobo e Preto Soul.

Gunnar Vargas - Cantor, violonista, compositor e produtor cultural. Estudou violão na ULM Tom Jobim, com Marco Prado e Éder Sândoli. Em 2008 produziu e lançou o CD Encontro de Compositores.

Peu Pereira – Gaitista e cineasta, estudou teoria musical com Hulizes Cazallas e participou de diversos workshops com gaitistas renomados, como Flávio Guimarães e Serginho Duarte. Dirigiu o documentário “Panorama – Arte na Periferia”, o curta “O Grito”, o curta experimental “Rumo”.

Claudinho Oliveira - Baixista com mais de 20 anos de estrada, tem fortes influencias de samba, blues, jazz e rock. Integrante da banda Preto Soul, tem uma extensa trajetória musical trabalhando com inúmeras bandas e músicos do cenário paulistano.

Dan! – Baterista, compositor, cineasta e educador popular. É músico autodidata desde os 6 anos, tendo participado de diversas bandas como baterista, violonista e compositor desde 1992.

Paula da Paz – Cantora, estuda música desde os 14, já estudou na ULM, fez parte de diversas bandas, além de trilhas para espetáculos teatrais.

Rafa Franja – Percussionista e produtor cultural, integrante do Grupo de choro Noite Clara e da banda de Soul Remédio Forte, estudou durante quatro anos com Arlem Ribeiro, percussionista que leciona no Conservatório do Morumbi e com Celsinho Silva a linguagem do pandeiro no Choro.

Show Os mamelucO em “Vira lata”

Café Piu Piu – Quarta – 1º de abril - 21h

Rua 13 de Maio, nº 134, Bela Vista, Tel. (11) 3258-8066

Entrada R$ 10,00 - Recomendação: 18 anos

Lotação: 300 lugares // Acesso a deficientes

Contatos para Shows

Vanessa Sórice – 11 – 5572 6232 / 11 9548-0217 / vanessasorice@gmail.com

Informações para a imprensa

Canal Aberto – 11 3798 9510/ 2914 0770 / 9126 0425 – Márcia Marques canal.berto@uol.com.br www.canalaberto.com.br

Capa no nosso primeiro CD

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Crítica Musical – CD Encontro de Compositores

Por André Bianchi

A iniciativa não é inédita, mas é ímpar.
Como o lançamento de um cd de compositores poderia chamar a atenção no meio de uma indústria fonográfica monstruosa, megalomaníaca, interessada muito mais no valor agregado dos artistas do que na música em si?
Chama atenção pela honestidade de sua existência; apenas, mas muito apenas afinal.

Talvez não tenha existido outro momento na história da música em que quem canta seja mais importante do que se canta.
Sempre houve situações em que o público mostrasse predileção por um determinado estilo de interpretação, mas ainda sim havia espaço para as diferenças existirem e coexistirem.
Uma das intérpretes mais conhecidas e admiradas da música brasileira é Elis Regina, uma artista que não compunha só cantava; ficou eternizada interpretando músicas de Ivan Lins, Milton Nascimento, João Bosco, Renato Teixeira, entre outros, músicas estas que em sua voz ganharam um tipo de “versão definitiva”. Mas por trás disso estavam os compositores. Alguns destes compositores já possuíam carreira própria e até reconhecimento artístico e comercial, cantando suas próprias músicas; mas através de interpretes como ela, alguns destes artistas tiveram suas carreiras lançadas para um público maior, trazendo mais sucesso comercial e de crítica.

Lançado oficialmente no dia 19 de outubro de 2008, este CD é o resultado de um encontro promovido pela Secretaria Municipal de Cultura em 2007, no Programa VAI, em que vários compositores se juntaram para trocar arranjos, partituras e idéias, produzido pelo cantor, compositor e violonista Gunnar Vargas.

Vargas fez a direção musical da banda Umojá e tem inúmeras participações em trilhas sonoras para teatro, dança e cinema.

Por se tratar de uma coletânea de novos compositores, o álbum trafega entre estilos diversos.

O CD começa com "Erro Fatal", do rapper e MC Codnome Shill. Um trabalho que se apresenta bastante honesto, sem qualquer conotação depreciativa: um rap instrumental, com pegadas de funk e jazz.

Na sequência, "Sr. Ventanista", um dub de Dan!, multi-instrumentista que compõe, canta, toca baixo e bateria. O dub é uma vertente do reggae que tenta uma aproximação mais profunda com o lado espiritual e mística da cultura rasta, através de sua rítmica hipnótica e mântrica, e isto requer uma “cozinha” (baixo e bateria) de talento.

Fazer dub não é para qualquer um. E quando se trata de produções brasileiras, um dos fatores que mais deixa a desejar é o encaixe rítmico e temático da letra. O tema às vezes não justifica o ritmo, e quando o faz, há uma dificuldade, principalmente cultural, em conseguir extrair das palavras o ritmo sonoro que os jamaicanos, por exemplo, conseguem com primazia e impacto . Neste caso, porém, Dan! consegue formar um conjunto competente entre a sonorização da letra e uma boa cozinha.

A terceira faixa é "Huguera's Groove", uma instrumental de Cláudio Lopes, com forte influência do rock. Uma espécie de interlúdio para o que vem após...

"Alone" é sem dúvida um dos destaques do disco, um tipo de blues rural que traz consigo uma leitura interessante e delicada do gênero. Nesta faixa, Huguera consegue com muita propriedade, mais até do que grande parte das bandas brasileiras que se propõe a retratar o gênero, uma aproximação mais convincente da essência rural do blues norte-americano com o espírito rural acústico brasileiro. Sua reflexão, porém, possui uma conotação mais próxima ao espírito da vida nas periferias urbanas, à gente que largou sua terra tentando uma vida melhor por aqui.

É impossível não perceber em "Vestido Preto", a próxima faixa e outro destaque do álbum, um toque muito próximo ao pretendido pelo grupo Los Hermanos na música “Samba a Dois”; porém, diferentemente do resultado atingido pelo grupo, aqui, Gunnar Vargas, através de uma camada acústica com influências da viola popular, se aproxima mais da essência do samba, enquanto que, por outro lado, parece que a cadência saudosa do samba serve para dar contornos para um tom de melancolia do sujeito urbano contemporâneo. Ou seja, enquanto um possui uma essência branca extraída por uma superfície de música negra, o outro consegue o efeito oposto. Cobertura branca, recheio negro? Parece conversa de bombom!

“O Homem Beringela” faz um belo par na sequência. Um belo dedilhado acústico, mesclando elementos de composição clássica e popular (mais uma vez, sente-se a influência da viola cabocla). E, ao mesmo tempo que se despede, anuncia a vinda de momentos mais festivos: “Um Pífano Diferente”. Com o som de um pífano solene na sua abertura, a música procura mesclar a levada do pandeiro à percussão sintética contemporânea, através dos ritmos nordestinos, com um resultado bem interessante.

“Dia de Vale” dá sequência aos ritmos nordestinos, usando o repente e o maracatu como influências mais acentuadas. Destaque para a finalização delicada dos triângulos.

“Faltei ao Serviço” é a última faixa, e fecha o disco com gosto de despedida de Carnaval, quarta-feira de cinzas. Uma crônica-poema musicalizada, contando o dia em que se faltou no serviço para cair no samba. Antigamente, um gesto de vadiagem; hoje, um possível manifesto contra a opressão da horas impostas pelo ritmo contemporâneo.

E, novamente voltando ao início, por se tratar de um projeto de compositores, Gunnar Vargas escolheu colocar 3 faixas instrumentais, o que indica a sua intenção em mostrar o trabalho de composição musical de instrumentistas, literalmente. O Brasil é sem dúvida um dos primeiros países no mundo quando se fala de qualidade e originalidade, tanto musical quanto de seus instrumentistas. Mas infelizmente a música instrumental sempre foi muito mais apreciada no exterior, com músicos de renome como Airto Moreira, Deodato ou Sérgio Mendes, tentando a sorte fora do mercado brasileiro, onde sem dúvida alcançaram um reconhecimento que provavelmente não conseguiriam aqui.
Esta ousadia se reflete quando pensamos que o formato comercial padrão dos álbuns lançados não permite, via da regra, mais de uma instrumental por disco (isto quando alguma é incluída).

Esta é uma iniciativa que pode passar despercebida do grande mercado, mas deve ser registrada e incentivada, para que a música, não só instrumental, mas a música como um todo, possa hoje ter um território livre das obrigações que o mercado impõe comercialmente, através de projetos, gestos ou lugares onde possa ainda acontecer apenas como música.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Show Café Piu Piu



Gunnar Vargas



Dan!



Peu Pereira



Paula da Paz

Foto: Jair Guilherme Filho

Show Café Piu Piu



Claudinho Oliveira



Rafael Franja



Huguêra e Peu no Café Piu Piu

Fotos de Jair Guilherme Filho

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Show Os mamelucO no Café Piu Piu

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Entrevista Os mamelucO no programa Bola e Arte

Veja a entrevista d'Os mamelucO no programa Bola e Arte da Fiz TV


Bloco 1

http://fiztv.uol.com.br/f/Video/assista/19400

Bloco 02

http://fiztv.uol.com.br/f/Video/assista/19412

Release Os mamelucO

Os mamelucO

Mameluco, primeiro ser híbrido brasileiro, filho do europeu colonizador com a indígena, primeiro bastardo sem berço, que reflete sobre mais de uma origem. Como o nome sugere, Os mamelucO é toda mistura que se pode ter na música brasileira. O repertório varia do samba ao blues, do côco ao choro, criando uma música autêntica, genuinamente brasileira e sem limites pré-definidos.

A banda nasceu do projeto "Encontro de Compositores" promovidos pela Secretaria Municipal de Cultura em 2007, no Programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais). Neste projeto, alguns compositores se juntaram num sarau de música autoral para trocar arranjos, músicas, letras, poemas e idéias. Produzido por Gunnar Vargas, o CD Encontro de Compositores foi lançado no dia 19 de outubro de 2008, na Galeria Olido. O CD tem faixas, entre outras, compostas por Huguêra e Gunnar Vargas.
Com Huguêra no violão, voz e cavaquinho, Gunnar Vargas no violão e voz, Peu na gaita, Cláudio Oliveira no baixo, Dan! na bateria e Jessica Silva na flauta transversal, Os mamelucO reativa uma saudade gostosa de música boa que se fazia no Brasil de Jackson do Pandeiro, de Noel Rosa, de Adoniran Barbosa, uma música simples, direta e profunda, unindo sutileza, beleza e sátira do cotidiano em suas letras. Uma música que faz bem só de ouvir.

A banda já tocou no CCPC (Centro de Cultura Popular Consolação), CCJ (Centro Cultural da Juventude) no projeto O Encanta Realejo, Galeria Olido (lançamento do CD Encontro de Compositores), Casa de Cultura M’Boi Mirim (Semana de Arte Moderna da Periferia, Sacolão das Artes (na Quebrada Cultural), ESP (Escola de Sociologia e Política), Centro Cultural Monte Azul, entre outros. O grupo tem sido veiculado/noticiado em diversos canais da mídia, entre eles a Rádio Eldorado, Rádio Cultura, os programas Bola e Arte da FIZTV, Fala Sério da ALLTV e o Boletim Cultura, da TV Cultura.

Atualmente a banda Os mamelucO está gravando seu primeiro CD intitulado “Vira Lata” no Studio Mr. Sound com os engenheiros de som Marcello Pompeu e Heros Trench.
Integrantes

Huguêra - Compositor, cantor, violonista, baixista, percussionista e cronista. Estudou contrabaixo com Itamar Colaço na ULM Tom Jobim, e violão com Valter Freire e Ciro Visconti no Instituto Souza Lima de Música. Integrou as bandas S.E.O., João Bobo e Preto Soul.

Gunnar Vargas - Cantor, violonista, compositor e produtor cultural. Estudou violão na ULM Tom Jobim, com Marco Prado e Éder Sândoli. Em 2008 produziu e lançou o CD Encontro de Compositores.

Peu Pereira – Gaitista e cineasta, estudou teoria musical com Hulizes Cazallas e participou de diversos workshops com gaitistas renomados, como Flávio Guimarães e Serginho Duarte. Dirigiu o documentário “Panorama – Arte na Periferia”, o curta “O Grito”, o curta experimental “Rumo”.

Claudinho Oliveira - Baixista com mais de 20 anos de estrada, tem fortes influencias de samba, blues, jazz e rock. Integrante da banda Preto Soul, tem uma extensa trajetória musical trabalhando com inúmeras bandas e músicos do cenário paulistano.

Dan! – Baterista, compositor, cineasta e educador popular. É músico autodidata desde os 6 anos, tendo participado de diversas bandas como baterista, violonista e compositor desde 1992.

Jessica Silva - Graduanda do curso de Bacharelado em Flauta nas Faculdades Integradas Cantareira, sob orientação do Prof. Rogério Wolff. Iniciou seus estudos com Rogério Schuindt; Álvaro Carrilho, e masterclass com Michel Bellavanci.

Para Ouvir: www.myspace.com/osmameluco

Contatos para Shows
Vanessa Sórice – 11 – 5572 6232 / 11 9548-0217
vanessasorice@gmail.com /

Informações para a imprensa
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mamelucos, mulatos e afins

Mamelucos, mulatos e afins

Por Antonio Rodrigues do Nascimento*

Do mesmo modo que ignoramos as origens remotas de nossa genealogia, a imensa maioria dos mamelucos brasileiros desconhece a procedência da palavra usada para nomear os filhos de índios com brancos, ou, melhor dizendo, “filhos de índias com brancos”, afinal, aos guerreiros tapuias ou tupis nunca ofertaram alfacinhas portuguesas.
Outro dia descobri que a palavra “mameluco” (grafada “mamaluco” no século XVI) é originária do árabe “mamluk” (مملوك) que significa escravo, pajem ou criado. Seu uso teria se vulgarizado em Portugal, na Idade Média, “derivando do termo árabe denotativo da facção de escravos turcos” que engrossou as fileiras do exército muçulmano no Egito (Ronaldo Vainfas, A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial).

Por associação de idéias fui conduzido ao termo “mulato”, usado para designar descendentes de negras com brancos. A palavra é originária do latim “mula”, a fêmea do mulo, animal resultante do cruzamento do jumento com égua, ou do cavalo com jumenta. As mulas, é sabido, são usadas como animais de carga e são estéreis.
A incursão ligeira pelos domínios da lingüística levou-me à conclusão de que assim como é verdadeiro o fato das palavras adquirirem sentidos diversos em função das variações de tempo e espaço, verdade é também que as transformações semânticas, ao menos no nosso caso, ainda não conseguiram apagar as nódoas de origem, os estigmas etimológicos das nossas “classificações raciais”.


Nesta altura do campeonato não há como deixarmos de ser mamelucos, mulatos ou cafuzos. Assim, permito-me apostar numa mais profunda e efetiva re-significação desses termos: um processo de distribuição de renda, capaz de elevar a massa de brasileiros mestiços, pobres e miseráveis, aos padrões de consumo da chamada “elite branca” (cf. Cláudio Lembo).


Ora, direis, o argumento é simplista, reduz a questão ao viés economicista. Eu vos direi, no entanto, que em termos de inteligência, graça, beleza, sensibilidade estética e virtuosismo artístico, mamelucos, mulatos e cafuzos sempre estiveram imunes às sujidades que lhes tentaram impingir os “homens bons”, os senhores de engenho e os capitães-do-mato.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

CD Encontro de Compositores em promoção no site Na Cabeça

Olá queridos
se vc ainda não tem o cd Encontro de Compositores
chegou sua hora!
participe da promoção no site www.nacabeca.com.br e responda algumas perguntar pra concorrer a um CD Encontro de Compositores, aproveite, pois só restam 20% da tiragem total, daqui a pouco esse cd vira LENDA!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Peu Pereira - Show Galeria Olido - Foto de Rogério Vieira

Jessica Silva - Show Galeria Olido - Foto de Rogério Vieira

Gunnar e Jessica - Show Galeria Olido - Foto de Rogério Vieira

Huguêra - Show Galeria Olido - foto de Rogério Vieira

Show Galeria Olido - Claudinho - Foto de Rogério Vieira

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fotos do show de lançamento do CD do Encontro na Olido









Fotos do show de lançamento do CD Encontro de Compositores na Galeria Olido, 19.10.08
Fotos de Rogério Vieira

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Lançamento do cd Encontro de Compositores


Lançamento do cd Encontro de Compositores


Domingo dia 19 de outubro às 16h na Galeria Olido, Vitrine


Av. São João, nº 473


Em 2007 o Programa VAI contemplou o projeto Encontro de Compositores, onde, num sarau, novos compositores, músicos e poetas compartilhavam de suas criações, no Centro Cultural Monte Azul.


Desse processo foram selecionadas 9 músicas que estão no CD Encontro de Compositores, que será lançado na Galeria Olido domingo, dia 19 de outubro a partir das 16h, com a participação dos compositores que estão no cd, são eles: Shil com a banda No Fronte, Cláudio Lopes, Sérginho Poeta, Júnior Santos, Buneka, Sandro Lima e Dêssa Souza, e pra fechar Huguêra e Gunnar Vargas com a banda Os mamelucO.




quinta-feira, 4 de setembro de 2008

No dia 2 de setembro de 2007 subia ao palco pela primeira vez na vida a banda Os mamelucO, o show foi no Sacolão das Artes, deu treta com o tempo do show, com o técnico de som, quase saiu porrada...

Assim nasceu Os mamelucO, completando um ano de banda, já gravamos 2 músicas no Cd Encontro de Compositores, projeto onde a banda nasceu.

Ao longo deste um ano de vida já tocamos no CCPC, CCJ (no projeto Encanto Realejo), Centro Cultural Monte Azul (no lançamento do cd do Encontro de Compositores), Sacolão das Artes (na Quebrada Cultural), na Casa de Cultura de M'Boi Mirim (na Semana de Arte Moderna da Periferia ), na Biblioteca Belmonte (na Festa Umoja), no Sarau do Binho, na USP, na ESP (na festa Depois da Ponte), no Vale do Anhangabaú (na mostra do VAI 2007) entre outros.

Atualmente estamos gravando o 1º cd da banda, por enquanto intitulado de "Vira Lata", já gravamos 4 músicas do nosso cd, estamos num processo de mixagem e ainda queremos gravar mais 9 músicas pra completar 13 músicas no cd.
A banda hoje conta com:
Huguêra no violão e na voz
Gunnar Vargas no violão e na voz
Peu na gaita
Jessica Silva na flauta transversal
Cláudio Oliveira no baixo
Vinícius Mazza na percussão
É isso aí! vida longa! Os mamelucO

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Os mamelucO


Gunnar e Claudinho na casa mameluca em comemoração ao lançamento do cd Encontro de Compositores, estréia do Claudinho na banda!
foto de Bel Nascimento
23.08.08

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Os mamelucO


Os mamelucO no lançamento do


Os mamelucO no show de lançamento do cd Encontro de Compositores no Centro Cultural Monte Azul no dia 23 de agosto de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Os mamelucO



Fotos: Renato Dias
Montagem: Peu




Neste Sábado dia 30 Às 15h show Os mamelucO no CCJ



Ouça 2 músicas d'Os mamelucO no www.myspace.com/osmameluco

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Estamos no MySpace!

Olá amigos, estamos no myspace! entre e ouça 2 músicas, Alone (Huguêra) e Vestido Preto (Gunnar Vargas)

www.myspace.com/osmameluco

Próximos shows Os mamelucO

Neste sábado, dia 23 de agosto, às 21h, vamos participar do Lançamento do CD Encontro de Compositores, onde temos 2 músicas, Alone e Vestido Preto. O Lançamento será no Centro Cultural Monte Azul, que fica na Av. Tomás de Souza, 552, próx. Terminal João Dias.

No próximo sábado, dia 30 de agosto, às 15h, vamos participar do projeto O Encanta Realejo, da Aline Reis, no CCJ, que fica na Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha, tel (11) 3984-2466, próx. Terminal Cachoeirinha

Os mamelucO no lançamento do CD Encontro de Compositores


Os mamelucO nas programações culturais


Os mamelucO na agenda cultural EM CARTAZ, agosto de 2008, nº 16



Os mamelucO na programação do CCJ, agosto de 2008

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Dois contos mamelucos


Para meus parceiros mamelucos, Gunnar Vargas e Peu Pereira

Dia desses, numa sexta-feira de lua minguante, o diabo saiu em uma de suas andanças. E como é de costume, entrou em um dos botecos da vida para assuntar.

Não sem certa supresa, reconheceu, Deus, o Onipresente, em um de seus infinitos disfarces; chapado, debruçado num dos cantos do balcão. O Onipotente parecia inconsolável e não conseguia juntar palavra que formasse frase. O diabo sentou-se do lado esquerdo de Nosso Senhor e pediu duas pingas. Tomou a primeira e falou:

- Essa é pra mim e a outra é pro Santo! Dito o dito e feito o feito, entornou a segunda pinga no chão do boteco. Achegou-se do Onisciente e cochichou aos pés do Santo Ouvido:

- Êita, Deusão, véio de guerra... como eu te entendo!
O diabo se levantou, pagou as duas pingas, e, já saindo do bar, gritou:

- Também, com essa corja que se diz Sua amiga, Quem é que precisa de inimigo, num é mesmo, meu Velho? E afundou no primeiro bueiro da rua escura. Sem achar a menor graça naquilo tudo.

Huguêra - SP - 2008

www.iscrivinhadoimusiquero.blogspot.com


daí foi que deu-se por terminado

tinha, lá pro lado do jd celestina, uma menina que era de matá, tinha até um véio que quando a viu passar de vestido leve, e o vento soprou, diz que teve seus minuto de felicidade e puf no chão, direto pro deitado, mas é que a menina tinha aquelas curva toda, e não tinha quem não suasse por ela, pois foi que o tempo passou e a moça casou, o felizardo passou bem uns treis meses só na esteira na empreitada, foi quando teve que visitá a mãe quase morta no interior, dinheiro curto, foi só, mas não descançou minuto, até acordado, sonhava co'a menina e todos hôme atras dela, a véia, que já ão batia bem da cachola, olhô pro filho e disse logo "que coisa é essa aí na sua cabeça? parece até o dêmo" não deu otra, o rapaiz largo a véia e correu pra casa, na certeza de encontrá o pior, chegô na surdina, era noite, passô pela porta sem fazê ruido, entrô no quarto, mas a princesa tava sozinha, deitada, dormindo, igual todo dia, abraçou a pretinha e deixo a alma descançar, quando de dia, já não tinha ninguém do lado, sumiu a menina, eita homê que enlouqueceu! correu rua acima, viela abaixo, ninguém viu, ninguém sabe, passo mais dois dia e a véia morreu, daí que danou-se tudo na vida do sujeito, foi no enterro, saiu e já caiu no buteco da frente "da branquinha, dupla", tomou foi o litro todo, caiu feito tábua no chão, quando acordou, avistou a menina, branca feito luz, vinha acompanhada, não quis nem perguntá, levantou de um susto, agarrou a pexera, e cravou-lhe a facada no acompanhante, dali pra frente não viu foi nada, só sangue no chão e o coração parando pouco a pouco, quem viu diz que não tinha ninguém do lado dela, quem não viu diz que ele que mandou faca pra dentro, mas quem contou diz que nem ela nem ele, o nêgo tava sozinho, miragê, sei que o dito pelo não dito, foi mais um cabra pro tombado e a menina tá por aí, bonita que só, e juntando defunto, porque o sete pele, ah, esse gosta de truque que só ele
(em resposta ao Encontro de Opositores, para meus parceiros mamelucos Huguêra e Peu Pereira. Valeu! Gunnar Vargas - SP - 2008)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Os mamelucO - 2008


segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Gunnar Vargas

Huguera

Rafael Franja


Peu Pereira



Claudio Lopes




Jessica Silva













quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Festa Umoja - sexta - 23/11

23 de Novembro
na biblioteca belmonte

Será realizada a grande festa Umojá, em comemoração a semana da Consciência Negra.
Confira a programação e venha participar com a família!

18h exbição do filme "Danças das Cabaças" e debate com o diretor." cine becos"
18h40 Cortejo de Maracatu nas Pças Sarah Maluf e Floriano Peixoto
19h20 Ciranda
19h40 Apresentação de Samba "band´doido"
20h10 Apresentação de Maracatu " bloco do beco"
20h40 Apresentação do grupo "Os Mameluco"
21h10 Xire – dança dos Orixás
21h40 Samba Umoja
22h20 as 11hs - samba de roda, samba de coco
Durante o evento será servido o caldo das Iabás (gratutito)
Entrada franca
Biblioteca Belmonte
Cultura Popular
R. Paulo Eiró,525 -Santo Amaro
Telefone: 5687 0408

segunda-feira, 19 de novembro de 2007


























fotos de Renato Dias - Kbelo

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Show na Semana de Arte Moderna da Periferia, Antropofagia Periférica


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Show Sacolão das artes - 20/10




sexta-feira, 5 de outubro de 2007

"Sabe quando o santo bate?

"Sabe quando o santo bate?
Pois o meu santo bateu com os do Mameluco no Binho e desde então, o sacana só me fala dessa banda dentro da minha mente.
E ainda fica batucando...
E essa banda de cá, só vem coroar o trabalho que muitos vem fazendo para despontar a cultura periférica como ícone da cultura brasileira..
E quem duvida que do encontro desses meninos não vá nascer o hino dos que procuram se impor nessa terra brasílis tão dividida?
Que o nosso grito venha daí.
Dos mamelucos que já nascem oprimidos, mas graças a sua leveza, seu talento e principalmente a sua perseverança; servem de exemplo para cafuzos, mulatos, índios, pretos, brancos e toda a espécie da raça humana.
Vida longa ao mameluco!!!!
Perseverem!!!!!! "

O Agusto
(O Augusto é poeta e artista plástico)

Show na ESP - 22/09






















Fotos de Renato Kbelo Dias
contato - fotenhas_kbelo@yahoo.com.br












sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Gunnar Vargas e Jessica Silva



Rafael Franja e Peu Pereira

Huguera e Claudio Lopes
fotos de Renato Dias - Kbelo
contato - fotenhas_kbelo@yahoo.com.br


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

POESIA PÍFIA

POESIA PÍFIA
Na minha poesia
não tem lorota.
Não tem amor eterno
nem vôo de gaivota.
O que sai na minha poesia
é cheiro de esgoto.
E desgosto de pai pelo filho;
andarilho roto.
Sai tempo perdido
em fila de banco
pra bancar o luxo
desses pestes
que lucram um trilhão
em um trimestre.
Da minha poesia
sai sangue de aborto
da cocota menina,
que não vislumbra
outra sina.
Sai bafo de buso lotado,
cada vez com menos lugares
pra se viajar sentado.
Da minha poesia
sai o riso epitáfio
dos pífios
que confraternizam
com pedófilos.
Da minha poesia
sai a azia; o ardor,
da bebedeira
da noite anterior.
A minha poesia
não consegue ter lirismo.
Ela se contenta
com fortes doses
de cinismo.

(O Augusto)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Os Mameluco - ensaio 21/09/07





































Fotos de Renato Dias - Kbelo
contato - fotenhas_kbelo@yahoo.com.br


















terça-feira, 18 de setembro de 2007


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sexta-feira, 14 de setembro de 2007






















Fotos de Renato Dias - Kbelo





sexta-feira, 7 de setembro de 2007

AQUI-QUEM-MANDA-SOU-EU contra a CULTURA NA PERIFERIA

AQUI-QUEM-MANDA-SOU-EU contra a CULTURA NA PERIFERIA
05.09.2007

Por Ralf Rickli

Domingo 02/09 me larguei de Santos para ver o show de estréia da banda OS MAMELUCO num espaço que tinha tudo para ser tudo: o novo "Sacolão das Artes" no Parque Santo Antônio.


Estréia COMO BANDA, bem entendido, pois todos os integrantes já têm chão & produção como músicos & em outras artes.


Só p.ex., vai para 8 anos que conheço o Peu Pereira, realizador do documentário PANORAMA: Arte na Periferia (2007) e pintor do quadro que mais se destaca na minha casa. Quando vi o Peu pela primeira vez, lá por 1999, ele tirou do bolso uma gaita... e da gaita uma frase que antes de terminar já havia penetrado até fundo dos ossos, voltando de lá na forma de um arrepio que dizia “tem um MÚSICO aí!!”


OS MAMELUCO - nome “errado”, até grotesco... e puro ato político baseado em conhecimento histórico e antropológico. Não estou fantasiando, conheço a turma... (Mas confesso que me pergunto se esse nome não será SOFISTICADO demais para um trabalho artístico que pretenda circular além dos meios intelectualizados. Nunca é demais lembrar a brincalhona lição do Joãozinho Trinta: “pobre gosta de luxo; quem gosta de miséria é intelectual...”)


Quanto ao som... bom, o pouco que me deixaram ouvir pareceu excelente. Isso porque um funcionário da Anhembi Eventos, colocada À DISPOSIÇÃO pela Prefeitura para AUXILIAR na realização de um evento que era INICIATIVA DA COMUNIDADE LOCAL, entrou em delírio egóico com os 3 miligramas de poder que lhe haviam concedido, e parou a apresentação ao fim da terceira música, desligando sumariamente o som. Não deu nenhuma explicação à platéia, e aos próprios músicos não mais que um “aqui quem manda sou eu!”


Não consegui chegar perto do sujeito, convenientemente escudado atrás de uma barricada de seguranças pagos com dinheiro do povo, mas dos que estiveram perto muitos falaram de um bafo de álcool - em pleno serviço -, substância que deve ter entrado em reação perigosa com os tais 3 miligramas de poder, transformando-os em 3 toneladas de prepotência.


A maior parte da platéia estava lá justamente pela divulgação feita pel’Os Mameluco - que haviam sido CONVIDADOS para o evento, avisados para entrar em cena precisamente às 14:20. Mil outras bandas foram passadas à frente, e até uma academia de dança de salão, que apesar do nome politizado mostrou que veio fazer propaganda comercial e não tinha nada a ver com o movimento comunitário da região. Eram mais de 17 h quando permitiram que os convidados subissem ao palco, apenas para expulsá-los minutos depois.


Vi a organização local-comunitária do evento em estado de choque - mas ninguém conseguiu fazer nada contra o Sr.Aqui-Quem-Manda-Sou-Eu e sua tropa de mercenários pagos com dinheiro público. Presentes gente que está há 10, 15 anos na batalha pela cultura na periferia - p.ex. o Serginho Poeta, do SARAU DO BINHO e da COOPERIFA, ou eu mesmo, nessa batalha desde 1995 com o pessoal da TRÓPIS. Mas quem manda é o funcionário da empresa que presta serviços à Prefeitura!


No fim cabe questionar se é mesmo possível que movimentos de base recebam apoio do Poder: se não é grande demais o risco que tal apoio vire cerceamento ou manipulação.


Mas creio que ainda cabe apelar aos responsáveis na Prefeitura, esperando que se lembrem que são agentes do Poder PÚBLICO e que de si mesma sua instituição não tem absolutamente poder nenhum... para que reforcem a orientação e fiscalização dos agentes das empresas que contratam.


E para começar, esperamos nunca mais ter o desprazer de ver o tal Sr.Aqui-Quem-Manda-Sou-Eu nos eventos culturais da periferia. Não estou desejando MAL a ele: o MELHOR que lhe poderia acontecer para o seu desenvolvimento como pessoa humana é que lhe cassem imediatamente os tais 3 miligramas de poder até o dia em que tenha desenvolvido caráter e maturidade suficientes para eles!


Brotos de prepotência e de totalitarismo não podem ser tolerados nem um dia, têm que ser extirpados assim que reconhecidos. E O PODER PÚBLICO É PAGO POR NÓS PARA ISSO: PRECISAMENTE COMO GUARDIÃO DA LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, e jamais do arbítrio pessoal. •



Ralf Rickli, 50 anos, pedagogo e escritor,

Entre outros livros escreveu "O dia em que Túlio descobriu a Áfria", "Três Raízes e Dez Mil Flores" e "Pedagogia do Convívio" além de criador do lema “A PERIFERIA É O CENTRO” www.tropis.org

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

OS MAMELUCO

Mameluco, primeiro ser híbrido brasileiro, filho do europeu colonizador com a indígena, primeiro bastardo sem berço, mas que reflete sobre mais de uma origem. É por essa ótica que o som d'OSMAMELUCO é estruturado. A mistura é inevitável já que o mameluco com o passar do tempo está inteiramente ligado ao mulato pelo belo samba soprado em nossos ouvidos saído da flauta transversal vinda do lado branco da miscelânea. Pronto, agora já é impossível pensar em um sem lembrar do outro, mas para preencher ainda mais, o contato com o cafuzo que trás de outra América o seu negro com a gaita no bolso. A partir dai não tem como tentar dar nome ao fruto, apenas chamá-lo de brasileiro.

Gunnar Vargas - voz e violão
Huguera - voz e violão
Claudio Lopes - contra-baixo elétrico
Jéssica Silva - flauta transversal
Peu Pereira - gaitas
Rafael Franja - percussão
Os Mameluco - passagem de som no Sacolão Cultural 02.09.07

Os Mameluco - show Quebrada Cultural no Sacolão das Artes - SP 02.09.07



Gunnar Vargas - show Quebrada Cultural no Sacolão das Artes - SP 02.09.07






Huguera e Cláudio Lopes - show Quebrada Cultural no Sacolão das Artes - SP 02.09.07




Rafa Franja e Cláudio Lopes - show Quebrada Cultural no Sacolão das Artes - SP 02.09.07





Peu Pereira - show Quebrada Cultural no Sacolão das Artes - SP 02.09.07






Rafa Franja - show Quebrada Cultural no Sacolão das Artes - SP 02.09.07

fotos de RENATO DIAS - KBELO


[obs. A flautista Jessica Silva não aparece nas fotos porque o show não passou da terceira musica]


terça-feira, 4 de setembro de 2007

SACOLÃO DAS ARTES???

SACOLÃO DAS ARTES???

Ontem 02/09/07 aconteceu o primeiro evento pós abertura no Sacolão das Arte no Pq. Sto. Antônio.

Para quem nao se lembra o Pq. Sto. Antônio era uma das regiões chamadas pela mídia de Triangulo da Morte.

Havia muitas atrações musicais nesse evento que tinha tudo pra ser uma marco cultural no Pq. Sto. Antônio, mas nao foi.

Fato é que parceria entre Prefeitura e Atores sociais comprometidos com a transformação de qualidade de vida da periferia fica sempre a desejar.

Primeiro porque esses atores são comprometidos porque precisam construir nossa identidade e nosso espaço, segundo porque nao estão atrás de votos eleitorais para o ano que vem. E o Sacolão das Artes constitui um espaço iminente de futuros palanques eleitorais.

Pois bem, OS MAMELUCO se preparam exaustivamente durante a semana para mostrar ao público da periferia um som bem elaborado com diferentes sonoridades como flauta transversal e gaitas num arranjo pouco comum, alem de um repertório original e com composições bastante críticas.

Na terceira musica de um espetáculo que previa dez, o som foi cortado e mesmo com os gritos ferventes da platéia pedindo bis e protestando a atitude do produtores, nao foi possível negociar nada. Simplesmente fomos mandados embora do palco.

Daí em diante imagina-se a confusão que houve, artista frustrado fica tudo desvairado e público insatisfeito vai pra cima das grades gritar com os produtores. Foi um bafon, Fabinho, QT, Gil e toda a rapaziada revoltadíssima com a atitude da produção que era da prefeitura.

Mesmo assim a próxima atração, que era um ator importante no nosso senário, sobe no palco e da o seu show sem maires problemas... Estamos comprometidos sobretudo com a construção de uma periferia com qualidade de vida digna, por isso nossa indignação com esse tipo de atitude será sempre importante no sentido de manter nossas opiniões e mais que isso, no sentindo de dizer que nao somos palhaços!!!

Peu Pereira

OS MAMELUCO (por Anabela Gonçalves)

OS MAMELUCO

مماليك - este desenho ao lado é como se escreve os mameluco em arabe que é a origem da palavra.

O grupo musical que hoje nos encanta pela força da miscigenação cultural que demonstra, trás os nossos olhos o reencanto da música brasileira.

Mas não só como língua ou estilo, pela atitude musical, com sua força negra do jazz e do samba. Com seu lirismo contido na flauta e suas mensagens contidas nas letras... "Nosso jasm o nosso semba...".

A mensagem que não quer calar de um povo que vive e sobrevive, o mameluco (povo egípcio escravizado é também o termo usado para identificar pessoas de origem europeia mista com nativos americanos) qualquer semelhança é mera coincidência... Hoje fala da sua vida através da música.

Das lutas do cotidiano surgem o canto, a força instrumental e uma nova forma de resistir.


Anabela Gonçalves

(Anabela Gonçalves é educadora social e fomentadora cultural da perifeira desde 97, produziu entre outros trabalhos o "Panorama - Arte na Periferia" SP Periferia / 2006)

Reflexão sobre a Furada Cultural

Evento e Movimento

Pelo menos desde meados do ano passado o grupo do qual faço parte, ManiCômicos, agora Brava Companhia, tem participado da luta pela retomada de posse do antigo Sacolão do Parque Santo Antônio, espaço público, ou seja, da população, que vinha sendo utilizado de forma indevida para fins particulares, por um certo senhor de codinome “Gatão”.


Nesse período, participamos (principalmente eu) de inúmeras reuniões envolvendo representantes do Poder Público, moradores da região, entidades que atuam na região, artistas, redes sociais, políticos, representantes do Poder Judiciário, polícias, etc. Todos atuando num esforço conjunto para tornar possível a transformação daquele local em um espaço sócio-cultural que atenda a toda a população do entorno.


A realização de atividades culturais como as que se iniciaram neste fim-de-semana (o teatro da Brava Companhia no sábado e a Quebrada Cultural no domingo) com grande participação da população, mesmo com uma pequena divulgação, é a primeira parte de um sonho de todos os envolvidos neste processo e que agora começa a se tornar realidade, e é uma pena que a primeira parte desse sonho fique manchada com o fato desagradável que envolveu Os Mameluco durante a Quebrada Cultural realizada no domingo.

Mas, vamos aos fatos: o show d’Os Mameluco que deveria durar meia hora, foi interrompido de forma abrupta após a terceira música, por um indivíduo de nome Luther (acho que é assim que se escreve) que se dizia “produtor” do evento, e ordenou que o som fosse cortado. Esse sujeito só produziu confusão já na noite anterior quando, visivelmente embriagado, criou uma grande discussão durante a entrega dos equipamentos de palco.

O mais absurdo de tudo isso é que o tal indivíduo, uma pessoa mal-educada e aparentemente despreparada para a função, agia como se fosse a autoridade máxima responsável pelo evento, ameaçando na noite anterior não montar a estrutura do palco e, durante o dia, expulsando de forma agressiva artistas da região.

Esse tal de Luther, desrespeitou os artistas, a comunidade e todos que estavam ali acompanhando o show, e foi sim, o pivô de toda a confusão que aconteceu durante a Quebrada Cultural no domingo.

Mas eu pergunto: será que esse sujeitinho era mesmo o único responsável pelo evento, e tinha o direito de “botar toda a banca que botou” para cima de todos os que estavam ali?
Essa Quebrada Cultural inicialmente seria realizada em outro local, mas foi levada para o Sacolão para ajudar a enriquecer essa primeira programação cultural e fortalecer o ato de retomada de posse daquele espaço público. Foi louvável o esforço do Poder Público em contribuir para que esse novo equipamento sócio-cultural se firme, colocando o evento ali. Mas como se viu, não bastava simplesmente “colocar o evento ali”, era preciso que ele fosse bem realizado. E não se pode negar que houve falha na organização por não haver mais ninguém ali com autoridade ou atitude para supervisionar o evento, e todo o controle ter ficado nas mãos desse tal “produtor”.
Achei estranho também o fato de a banda que subiu ao palco na seqüência da expulsão d’Os Mameluco nem comentar o fato... Como fui embora em seguida, não sei se o fizeram depois... Mas enfim... Acredito que isso tudo que aconteceu pode servir para que todos nós, que nos dizemos “artistas da região”, possamos refletir sobre algumas coisas. Ouço muito por aí, nos bares e quebradas, que cada vez mais, o “Movimento Cultural” da nossa região está se fortalecendo... Será que está mesmo? Então, por que ainda não nos organizamos para opinar sobre os cargos públicos de cultura na nossa região? Por que ainda aceitamos esses eventos que nos jogam sobre as cabeças e não lutamos juntos por uma Política Cultural para a nossa região? Por que ainda concorremos com nós mesmos? Por que não falamos nada quando entramos no palco após a expulsão dos nossos companheiros?

Será que existe mesmo esse tal “Movimento Cultural” da região, ou somos só um bando de artistas correndo atrás de um cachê e depois gastando juntos na cerveja?

Ademir de Almeida
Integrante da Brava Companhia

ManiCômicos SP
Núcleo
Brava Companhia

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Quebrada (ou FURADA?) Cultural

Quebrada (ou FURADA?) Cultural

Olá queridos companheiros de luta por uma perifeira melhor e desalienada (culturalmente!)...
ontem fomos (OS MAMELUCO) no Sacolão das Artes fazer nosso show de estréia, o primeiro show da banda, preparado especialmente para o evento, com arranjos de gaita e flauta transversal, percussão, 2 vozes, 2 violões e baixo, que nasceu no ENCONTRO DE COMPOSITORES e cortaram o som na nossa terceira música, nosso show estava marcado pras 14h e lá estávamos, aguardando nossa entrada no palco... pois bem, tudo foi atrasando e quando chegou nossa hora tocamos 3 músicas e o responsável (que não quis me dizer o nome) cortou o som sem nem ao menos deixar uma última música pra fechar e muito menos pedir desculpas ao público que foi nos assistir (tinbha gente que veio de Santos, zona Norte e até Japão)... não gostaria que nós, produtores, artístas engajados na luta pela cultura periféria, ficássemos em silêncio num momento como esse... por isso, gostaria de pedir aos que estavam presentes, que escrevessem artigos, textos ou o que tiverem vontade, sobre o incidente ocorrido ontem, quero disponibilizar os textos/artigos no nosso blog http://osmameluco.blogspot.com
A música seguinte do show era esta, mando a letra, que acho que tem tudo a ver com aquele momento e com o nosso movimento:

Circo incandecente
(Gunnar Vargas)

Eu conheço uma mulata
que é muito interessante
chega sempre sorridente
e me pede um samba quente
chega o dia, acaba a noite
e paro o samba descontente

ela conta que o semblante
já levou castigo ardente
mas não arreia um instante
sua palavra dissonante
e vai continuar bater de frente
até quebrar essa corrente

e chuta o balde
faz comicio e ocupação
já mandaram até prender
mas pra ela não vai ter prisão

e solta o verbo
inverga a viga e a direção
já mandaram até bater
mas com ela só se for na mão

desceram a ripa
sobrou facaba e confusão
mas até o amanhecer
já tá de pé o barracão

eu conheço uma mulata
que me deixa relusente
quando conta delirante
da batalha, da semente
e do circo incandecente
que se forma no poente

ela faz brotar enchentes
que transbordam de repente
olha tudo atentamente
e não aceita este presente
expreme o suco da serpente
e traz a faca entre os dentes.

obrigado a todos os que gritaram e brigaram pra que a gente continuasse no palco e precisamos continuar gritando pra que todos saibam que nós podemos levar um tapa na cara, mas devoolvemos de mão cheia pelo menos DEZ!
Valeu Cocão, Ademir, Fabinho, Gil Marçal, Roberto Qt, Huguera, Cláudio Lopes, Jessica Silva, Peu Pereira, Ralf Rickli, Sérginho Poeta, Diane Padial e todos os guerreiros que estão lutando juntos nesse barco... pra completar este desabafo, mais uma letra, tb deixada em silêncio pelo medíocre pequeno poder...

Sem Intenção
(Gunnar Vargas)

O mapa está manchado
árduo caminho pelas trilhas
cobertas de mato
pedras nos sapatos
são carinhos ou espinhos?

é tempo de saber
pra onde esse barco vai
se é que ele vai
ou pretende nos deixar
sempre na escuridão

e nos levar cegos, aos montes
gados carregados em excursão
são tantos ônibus lotados
pra tocar escravos enjaulados
é preciso um batalhão

é tempo de saber
pra onde esse barco vai
se é que ele vai
ou se esconde atrás
dessas bolhas de ilusão

pois aqui tudo se vende
a mãe, a cara pulsa
e o cangaço come solto
na viela abaixo
onde todo mundo sabe
mas não sobrou ninguém pra ver
pode crer

é tempo de saber
pra onde esse barco vai
se é que ele vai
ou vai se eternizar
este intenso porão

enquanto nessa guerra
a primavera ainda espera
o desabrochar de um tímido botão
antes do asfalto tomar
cada centímetro do chão

é tempo de saber
pra onde esse barco vai
se é que ele vai
ou no mar vai naufragar
sem intenção.

Valeu, abração
Gunnar (é nóis!)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Show de Estréia O S M A M E L U C O

O S M A M E L U C O
Nunca ouviu falar?
Tudo bem, você está prestes a assitir ao show de estréia...
Domingo dia 2 de setembro às 14h no Sacolão das Artes do Parque Santo Antonio, estaremos dentro do evento "Quebrada Cultural" que tem uma programação extença e de ótima qualidade!
OS MAMELUCO é o resultado do encontro de músicos e compositores do projeto ENCONTRO DE COMPOSITORES. Com um repertório autoral, a maioria das músicas é de Huguera e de Gunnar Vargas.
A banda transita do samba ao blues, passando pelo samba-canção, bossa-nova, mpb, rock, funck e tudo mais que nossos ouvidos brasileiros são capazes de deglutir...
Formação:
Huguera: voz, violão e baixo
Gunnar Vargas: voz, violão e baixo
Peu Pereira: gaitas (cromática e de blues)
Jessica Silva: flauta transversal
Rafa Franja: percussão
Endereço: Avenida Cândido José Xavier, 577, Parque Santo Antonio (Sacolão das Artes do Parque Santo Antonio)

Progamação Completa:
11:00hs - Circo Navegador
12:00hs - B Valente (rap)
12:30hs - NSN (rap)
13:00hs - Zunidos do Monte Azul (percussão)
13:40hs - Dado dos Teclados (forró)
14:20hs - Os Mameluco (mpb)
Wesley Nóog (Samba-Rock)
Bebeto (Samba-rock)